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Peso corporal: como e quando avaliar?

Peso corporal: como avaliar?

Chega no seu consultório um paciente que quer emagrecer. Você faz o quê? Calcula o IMC para verificar o peso ideal? Pode ser que funcione bem, mas pode não ser adequado para o caso dele! Sabia que existem vários parâmetros para avaliar o peso de alguém, a depender do seu objetivo, situação fisiológica, idade…? Sim! Não existe apenas o número dado na balança ou o percentual de gordura. Em antropometria e avaliação de massa, muitos dados podem ser coletados e analisados.

Confira este post sobre os vários tipos de pesos que existem, quando feita avaliação nutricional em adultos e idosos.

Obs.: Apesar de sabermos que o nome correto para este termo é massa corporal, e não peso corporal, utilizaremos o nome peso como sinônimo de massa devido à popularidade do termo, OK?

Vamos conhecer as avaliações de peso e alguns casos em que se aplicam

 

1. Peso atual

É o peso de balança. Simples assim.

2. Peso teórico ou ideal

Aqui na Cookie preferimos usar o termo teórico, pois consideramos a palavra ideal muito taxativa quando se trata de peso. Peso teórico é a massa considerada como saudável para seu paciente. Há vários parâmetros para avaliá-la – sexo, idade e estrutura óssea – e o indicador mais utilizado para calculá-lo é o IMC:

Peso teórico (kg) = IMC desejado x estatura (m) x estatura (m)

ou

Peso teórico (kg) = IMC desejado x (estatura)2 (m)

O IMC desejado, comumente 22 para homens e 21 para mulheres, pode também ser definido como o valor médio de IMC, segundo sexo e idade do seu paciente. Além do peso teórico puro, você também pode calcular os pesos como teórico mínimo e máximo (é assim que nós fazemos nas Planilhas Cookie), substituindo o IMC desejado pelos valores mínimo e máximo de IMC para eutrofia.

Outra forma de calcular o peso teórico é a partir da compleição óssea ou tamanho da ossatura. A compleição pode ser verificada a partir do perímetro do punho ou do diâmetro do cotovelo. Feito o cálculo da razão, é consultada uma tabela que classifica a compleição, para cada um dos sexos, em pequena, média ou grande.

3. Peso usual ou habitual

É o peso que o paciente possuía quando não estava fazendo nenhuma dieta ou não estava doente. É uma referência importante, pois geralmente é o que se mantém por maior período de tempo, utilizado em avaliações de perda de peso em enfermos. O peso usual pode ser relatado pelo paciente ou pelo acompanhante.

4. Peso mínimo e peso máximo

Semelhante ao peso usual, refere-se ao mínimo e o máximo que o paciente já teve, depois de adulto. É uma importante referência para entender a realidade do paciente e tornar o processo de educação alimentar mais factível e realista.

5. Peso ajustado

Também chamado de peso ideal corrigido, é calculado com base nos pesos atual e teórico, quando o indivíduo apresenta índice de adequação do peso atual, em relação ao peso teórico, menor que 95% ou superior a 115%. É utilizado apenas para o cálculo de necessidades energéticas, com o objetivo de não subestimar ou superestimar as reais necessidades do avaliado.

Ex.: se uma pessoa deveria ter 50 kg e está com 100 kg, ela está com 200% de índice de adequação do peso atual em relação ao peso teórico. Se você quer prescrever 1 g de proteína/kg peso, seria excessivo considerar que ela precisa de 100 g de proteína, já que há um excesso de massa adiposa. Assim, o seu peso ajustado, que é de 62,5 kg, é usado como referência de cálculo. Ou seja: a dieta deve conter 62,5 g de proteína/dia.

6. Peso estimado

Como o próprio nome diz, é um peso estimado quando há limitações físicas que impedem o paciente de ficar de pé na balança. É calculado a partir de fórmulas que utilizam medidas corporais, como perímetro da panturrilha, do braço e do abdômen, além da dobra cutâneas subescapular e a altura do joelho.

7. Peso seco

É a massa atual do paciente, descontado o edema. Comumente utilizado em pacientes enfermos, é  ajustado em casos de retenção hídrica significativa, desde o tornozelo, até casos mais graves, como anasarca. Os valores a serem descontados são definidos em tabelas, de acordo com as áreas afetadas.

8. Peso corrigido para amputação

Quando o paciente é amputado e não consegue ficar de pé em balança, pode-se calcular seu peso estimado e, então, descontar o peso do membro amputado. O valor a ser descontado é uma porcentagem do peso total, definida de acordo com a parte do corpo em questão.

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9. Peso desejado

É o peso que o paciente deseja ter. Para nós da Cookie, quando é feita uma avaliação antropométrica, é muito importante conhecer os desejos do paciente. Afinal de contas, não é ele a pessoa mais importante nisso tudo?

10. Massa gorda

É a massa do total de gordura corporal, calculado a partir do percentual de gordura do paciente.

Ex.: uma pessoa com 60 kg e 10% de gordura corporal possui 6 kg de massa gorda.

11.  Massa magra

É a massa atual, descontada da massa gorda. Tudo que não é peso gordo, é massa magra.

Ex.: a mesma pessoa que possui 60 kg e 6 kg de massa gorda possui 54 kg de massa magra.

12. Massa muscular

Peso relativo à massa muscular esquelética do indivíduo. É um dos componentes da massa magra, calculado a partir de dobras cutâneas e circunferências. Varia consideravelmente de etnia para etnia.

13. Peso ósseo

Refere-se à massa óssea do indivíduo. É também um dos componentes da massa magra. Para calcular a massa óssea é imprescindível que sejam feitas medidas de diâmetros ósseos, feitas com paquímetro.

14. Massa residual

Massa relativa à água, vísceras e demais componentes da massa magra que não fazem parte da massa óssea, nem da massa muscular.

OBS.: Para entender melhor a relação entre massa gorda, massa magra, massa muscular, massa ósse e massa residual, assista ao vídeo abaixo:

15. Peso alvo

É a massa que o paciente ficaria ao atingir o percentual de gordura desejado, caso não houvesse nenhuma alteração da massa magra. Isso é uma estimativa, já que no processo de alteração de emagrecimento é improvável que não haja alteração de massa magra, seja para mais ou para menos. Isso é muito individual e depende, inclusive, do nível de atividade física do paciente.

Quais deles escolher?

A escolha dos protocolos depende do perfil do paciente e dos objetivos abordados na avaliação antropométrica. E claro, é inevitável que se tenha os equipamentos adequados. Quando a avaliação envolve a composição corporal, o adipômetro, a fita métrica e o paquímetro entram em cena.

Nutricionista, para conhecer os protocolos que usamos nas Planilhas Cookie clique em Ver Mais, nas avaliações que você deseja conhecer. Deixamos tudo aberto para você conhecer cada funcionalidade técnica e os protocolos de avaliação antropométrica, avaliação nutricional, recomendações nutricionais e cálculo de dieta com suplementos nutricionais.

Texto: Ju Tolêdo

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Bibliografia consultada:

CUPPARI, L. Nutrição Clínica no Adulto. 3. ed. Barueri: Manole, 2014.
FILHO, J. F. A prática da avaliação física: teste, medidas e avaliação física em escolares, atletas e academias de ginástica. 2. ed. Rio de Janeiro: Shape, 2003.
MARTINS, C. Avaliação do estado nutricional e diagnóstico. Volume 1. Curitiba: Nutro Clínica, 2008.
MUSSOI, T.D. Avaliação Nutricional na Prática Clínica: da gestação ao envelhecimento. Guanabara Koogan: Rio de Janeiro, 2014.

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