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Nutricionista, Você Avalia o Consumo de Açúcar do Seu Paciente?

Consumo de açúcar do paciente

Consumo de açúcar do paciente

Fonte de energia: AÇÚCAR! Sabor que agrada o paladar desde quando nascemos: DOCE! Que os carboidratos devem estar presentes na dieta da população, você não tem dúvidas, não é mesmo? Mas, é importante ficar atento ao tipo de carboidrato e suas quantidades no organismo, pois ao passo que este alimento pode levar ao ganho de peso, pode atrapalhar processos como a hipertrofia muscular e ainda simplificar o aparecimento de doenças, como diabetes mellitus, pressão alta, arteriosclerose, dislipidemias, obesidade, síndrome metabólica, câncer e até mesmo condições como a acne.

E então lhe perguntamos: você, nutricionista! Na hora da consulta, avalia especificamente a ingestão de açúcar do seu paciente?

Mas antes…

produtos com açúcar

A alimentação da população brasileira vem se caracterizando pela introdução de alimentos processados de alta densidade calórica e bebidas com adição de açúcar, embora alguns dos hábitos tradicionais de alimentação estejam sendo mantidos. Este padrão que vem crescendo é completamente compatível com a elevação das taxas de peso, bem como de outras doenças.

O que acontece quando o açúcar simples ou de adição vai para o organismo?

açúcar

Ao ser consumido, o açúcar já começa sua digestão na boca, através da enzima amilase salivar (ptialina). Logo após este processo o alimento vai para o estômago, onde é “misturado” e lançado para o intestino, para ser totalmente quebrado (pela amilase pancreática), e então poder ser absorvido pelo intestino sob a forma de monossacarídeo (glicose, frutose ou galactose).

Logo depois da absorção o açúcar cai na corrente sanguínea e precisa de um hormônio (insulina) para poder entrar dentro das células e então participar de processos de geração de energia para o organismo. Quando consumido em quantidades ideais, ótimo! Tudo estará certo com este processo. Porém excessos são prejudiciais! E é aí que mora o perigo.

Quais são as desordens que podem aparecem quando há um elevado consumo de açúcares simples?

diabetes

  • retenção de peso pós-parto
  • cáries
  • diabetes mellitus
  • dislipidemias
  • acne
  • hipertensão arterial
  • prejuízo na hipertrofia
  • obesidade
  • síndrome metabólica

Além disso…

comer açúcar

O consumo de açúcar causa no cérebro um estímulo que leva à uma sensação de prazer, pois age diretamente na modulação dos níveis de serotonina no corpo (o hormônio da felicidade). Sendo assim, o consumo excessivo pode trazer dependência. Além do mais, quando a sensação de bem estar passa, há o aparecimento de outra sensação muito perigosa: a tristeza. Há uma queda no humor! Logo, a propensão do indivíduo em comer outros tipos de alimentos com alta densidade calórica é ainda maior. Isso se torna um grande círculo vicioso.

Sem contar que o consumo de açúcares simples (em especial a frutose proveniente no milho, presente em xaropes utilizados na indústria de alimentos) em excesso pode levar à uma dificuldade no controle da fome, por agir diretamente no sistema nervoso central e digestivo modificando a ação de hormônios como a leptina e a grelina. Como resultado, há a tendência (sem percepção, na maioria dos casos) de ingestão de mais calorias do que o corpo realmente necessita. Estas calorias são consumidas, não gastas (sedentarismo) e acabam sendo estocadas no corpo sob a forma de gorduras.

Mulheres e o terrível açúcar!

mulheres e açúcar

Em geral, as mulheres são FASCINADAS em açúcar. Você, nutricionista, com toda certeza tem muitas clientes com este perfil! E não é por menos: o sabor e o efeito de relaxamento que o consumo de açúcar causa são um dos grandes motivos por este alto consumo. Porém, é importante ficar atento a algumas questões! O consumo exagerado de açúcares simples, principalmente os vindos de produtos industrializados podem causar dependência e ainda levar a quadros de celulite, estrias, TPM, dores de cabeça e estresse. Além de, nas grávidas, aumentar as chances de aparecimento de diabetes gestacional e macrossomia do bebê.

E agora?

carboidratos

Os carboidratos constituem a maior parte da alimentação humana, e eles são subdivididos em carboidratos simples, carboidratos complexos e fibras alimentares.

Dos carboidratos totais, 45% a 75% devem estar distribuídos no valor energético total (VET). Desse valor, 45% a 65% devem ser de carboidratos complexos (que são os amidos presentes principalmente em cereais, tubérculos e raízes) e fibras e menos de 10% de açúcares simples, como açúcar de mesa, refrigerantes, sucos artificiais, doces e guloseimas em geral. Este dado significa redução de, pelo menos, 33% na média atual de consumo da população.

Por isso, nutricionista, oriente seu paciente a:

  • consumir no máximo, 1 porção de alimentos do grupo dos açúcares simples e doces por dia;
  • reduzir o consumo de alimentos e bebidas processados;
  • ficar atento aos rótulos de alimentos e nomes como: xarope de glicose, açúcar invertido, adoçante de milho, xarope, melaço, sacarose, maltodextrina, dextrose, agave

nutricionista

Sendo assim, faça uma boa investigação do comportamento alimentar de seu paciente e conheça mais sobre a quantidade e a qualidade dos açúcares ingeridos diariamente. Pode ter certeza que esta especificidade fará toda a diferença no sucesso do tratamento! Nas Planilhas Cookie® você encontra questionário com frequência alimentar que inclui o consumo de açúcares e de alimentos açucarados.

#DicaDaCookie: Lembre-se de perguntar ao seu paciente sobre os alimentos que contém açúcar e que, muitas vezes, passam batido: bolos, biscoitos, pães, iogurtes, sucos industrializados, etc.

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Texto: Anne Karoline
Revisão: Lúria Papacosta e Ju Tolêdo

Bibliografia Consultada:

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Guia Alimentar para a População Brasileira. Ministério da Saúde. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.

Site RG Nutri

SOUZA, A.M.; PEREIRA, R.A.; YOKOO, E.M.; LEVY, R.B.; SICHIERI, R. Alimentos mais consumidos no Brasil: Inquéritos Nacional de Alimentação 2008-2009. Revista de Saúde Pública, v. 47, n. 1, 2013.

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