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Doce Melhora o Nervosismo Na TPM: Verdade Ou Mentira?

Doce e TPM

Que a verdade seja dita: ninguém merece TPM! A Síndrome Pré-Menstrual, também conhecida por Tensão Pré-Menstrual (TPM), é caracterizada pela ocorrência repetitiva de um conjunto de alterações físicas, do humor, cognitivas e comportamentais, que interferem negativamente nas atividades diárias, com início em torno de duas semanas antes da menstruação e alívio rápido após o início do fluxo menstrual.

Um dos motivos das mulheres ficarem nervosas, sensíveis e/ou ansiosas na TPM são as alterações hormonais e a redução de serotonina no sangue. A serotonina é um dos neurotransmissores responsáveis pela manutenção do bom humor, produzida a partir do aminoácido triptofano.

Estudos demonstram que baixos valores de serotonina total e a depleção de triptofano aumentam os sintomas da TPM. Por isso, o consumo de alimentos fonte de triptofano (banana, carnes magras, peixes, leites e derivados, nozes e leguminosas) juntamente com a vitamina B6 (piridoxina), pode melhorar o padrão de sono e humor, auxiliando na redução dos sintomas.

E os doces?

Doce e TPM

Podemos destacar algumas causas possíveis para o desejo aumentado do consumo de doces na TPM, como:

1- A ingestão excessiva de doces e chocolate na fase lútea do ciclo menstrual pode ter como causa relevante a deficiência de magnésio! Nesta fase, o aumento da secreção de mineralocorticoides e glicocorticoides, que diminuem a absorção intestinal e aumentam a excreção renal de magnésio, resulta na depleção de dopamina no sistema nervoso central, neurotransmissor responsável por sinais de euforia e satisfação. Ou seja: a ingestão de doces e chocolate, na tentativa de aumentar os níveis de serotonina, seria uma tentativa de combater a redução dos níveis de dopamina no sistema nervoso central.

2- Quando ingerimos alimentos que elevam a glicemia ocorre o aumento da insulina, e essa faz com que os aminoácidos entrem mais rapidamente nas células. Contudo, o triptofano é mais lento nesta tarefa, ocorrendo um desbalanço nos níveis de aminoácidos no sangue. Ou seja: sempre que acontece um aumento dos níveis de insulina, forma-se um “excesso” de triptofano na corrente sanguínea, que fica mais disponível para o cérebro, servindo de matéria-prima para a produção de serotonina.

Você sabia?

TPM

Apesar de não estar bem esclarecido qual o melhor tipo (aeróbio ou resistido), a intensidade e a duração do treinamento, o American College of Obstetrician and Gynecologists recomenda a prática regular de atividade física como um dos tratamentos não medicamentosos da TPM. Neste sentido, alguns sintomas de grande prevalência podem ser atenuados, com a ansiedade e depressão, por exemplo.

E então, qual a melhor opção?

Carboidratos integrais

A melhor opção é consumir os carboidratos que conseguem manter a glicemia mais constante, como aveia, banana, cereais e farelos integrais e outros carboidratos de índice glicêmico moderado a baixo.

Conclusão: Comer doce realmente melhora o nervosismo e ansiedade típicos da TPM. Porém, bem sabemos que açúcar em excesso faz mal! Além disso, como o seu índice glicêmico é muito alto, assim que a insulina começa a fazer efeito, os níveis caem novamente, gerando um efeito muito temporário! E isso pode se tornar um ciclo vicioso de ingestão de doces!  Nossa indicação é: não exceda e aposte nos alimentos de baixo a moderado índice glicêmico.

verdade ou mentira

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Texto: Anne Karoline
Revisão: Ju Tolêdo

Bibliografia Consultada:

OLIVEIRA, D.R.; BICALHO, A.H.; DAVIS, L.G.; BRITO, D.A.A.; SANTOS, L.C.S. Síndrome pré-menstrual e aspectos relacionados à antropometria e ao comportamento alimentar. Mundo Saúde, v. 37, n. 3. p. 280-287, 2013.

SILVA, S.M.C.S.; SILVA, B.F.C.; FARINA, B.V.; SPINOZA, E.D.; BREDA, S.M. A influência da tensão pré-menstrual sobre os sintomas emocionais e o consumo alimentar. Nutrire: Revista da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição, São Paulo, v.37, n.1, p.13-21, 2012.

TEIXEIRA, A.L.S.; OLIVEIRA, E.C.M.; DIAS, M.R.C. Relação entre o nível de atividade física e a incidência da síndrome pré-menstrual. Revista Brasileira de Ginecologia Obstetrícia. v. 35, n. 5, p. 210-214, 2013.

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