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Dobras Cutâneas, Bioimpedância ou DEXA? Qual o Melhor?

Composição Corporal

Composição Corporal

Nutricionista, existem diversos métodos para que você avalie a composição corporal de seu paciente. Dentre as técnicas mais utilizadas estão a antropometria – com a medição de dobras cutâneas – e a bioimpedância. Chegando de mansinho, mas com ótimas referências, está o DEXA: a técnica bambambam para a avaliação da composição corporal, incluindo a densidade mineral óssea! Qual dos três será o melhor para sua prática dentro do consultório? Você já se fez esta pergunta?

Mas antes…

Composição Corporal

Na avaliação da composição corporal do paciente, o nutricionista consegue distinguir e quantificar os principais componentes do organismo humano, principalmente os músculos e o tecido adiposo. Essa avaliação é fundamental para que o nutricionista faça uma avaliação completa do estado nutricional! Além disso, esta prática norteia as modificações que serão sugeridas no planejamento dietético e ainda serão uma base para o monitoramento das modificações corporais ocasionadas pela prática de exercícios físicos.

Ainda no sentido de avaliação da composição corporal, quantificar a gordura visceral é um importante indicativo para avaliar o risco de desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, como doenças cardiovasculares, obesidade, diabetes e síndrome metabólica.

Neste sentido, surgem algumas dúvidas em relação a qual dos métodos é melhor: dobras cutâneas, bioimpedância ou DEXA. Vamos falar um pouco mais destas três técnicas para você!

Dobras Cutâneas

dobras cutâneas

Este método é o mais utilizado dentre os profissionais nutricionistas. Uso de equipamentos de baixo custo, necessidade de pequeno espaço físico, facilidade e rapidez na coleta de dados e não invasividade são apenas alguns dos pontos positivos da avaliação por dobras cutâneas.

Para selecionar o método e a equação mais adequados, fatores como idade, sexo, etnia, nível de atividade física e quantidade de gordura corporal, precisam ser levados em consideração. O ideal é que as características da paciente que se quer avaliar sejam similares às da amostra utilizada no processo de validação da equação escolhida.

Normalmente os erros na coleta de dados para avaliar a composição corporal do paciente por dobras cutâneas acontecem com o mesmo avaliador ou com avaliadores diferentes. Os erros conhecidos como intra-avaliadores (mesma pessoa) são aqueles nos quais a pessoa não segue corretamente o protocolo de tomada de medidas ou ainda são aqueles cometidos por inexperiência do profissional. Os erros inter avaliadores ocorrem quando a tomada de medidas acontece sempre com um avaliador diferente, o que dá diferenças significativas nos valores encontrados. Ou seja, esta técnica, apesar de simples, exige bastante treinamento e atenção!

É importante lembrar: Caso você atenda pacientes idosos, tenha em mente que estas medidas podem apresentar algumas limitações, pois o organismo do idoso se altera. Dentre estas alterações podemos citar: redistribuição e internalização da gordura subcutânea, atrofia das células de gorduras, espessura e elasticidade da pele.

Bioimpedância elétrica (BIA)

Bioimpedância Elétrica

A bioimpedância tem sido apontada como uma alternativa rápida para a determinação da composição corporal. Ela fundamenta-se no princípio de que os tecidos corporais oferecem diferentes oposições à passagem de corrente elétrica.

Os tecidos magros são altamente condutores de corrente elétrica devido à grande quantidade de água e eletrólitos, ou seja, apresentam baixa resistência à passagem da corrente elétrica. Por outro lado, a gordura, o osso e a pele constituem um meio de baixa condutividade, apresentando, portanto, elevada resistência.

Assim, através de valores obtidos para algumas variáveis do aparelho BIA, em diferentes frequências, o analisador calcula a quantidade de água corporal total e sua distribuição intra e extracelular, e então consegue determinar, primeiramente a massa corporal magra e, logo depois, a composição corporal.

bioimpedância tem sido validada para estimar a composição corporal e o estado nutricional de indivíduos saudáveis ou em diversas situações clínicas, como desnutrição, traumas, câncer, pré e pós-operatório, hepatopatias, insuficiência renal, gestação, bem como em crianças, idosos e atletas.

Normalmente os erros na bioimpedância são inevitáveis, visto que o nutricionista precisa que o paciente siga protocolos específicos para a avaliação. Nestes protocolos, os pacientes são orientados quanto a não ingerir grandes quantidades de água, não realizar refeições nas duas horas anteriores ao exame, não ingerir bebidas alcoólicas ou realizar muitos exercícios nas 24 horas antecedentes ao exame e ter urinado pelo menos 30 minutos antes do teste. Além disso, fatores como a posição do indivíduo no aparelho, posição dos eletrodos e temperatura ambiente podem alterar esta medida.

Uma das principais vantagens da bioimpedância em relação às dobras cutâneas seria a minimização das variações inter e intra-avaliador e facilidade do manuseio mesmo o profissional sendo iniciante.

DEXA

DEXA

Absortimetria de raios-x em duas energias (DEXA) é uma técnica amplamente usada para a mensuração de massa e densidade mineral óssea. A avaliação obtida pela DEXA tem sido considerada como padrão-ouro e também como uma das técnicas densitométricas mais usadas no mundo para determinação dos componentes corporais nos distintos grupos etários e em diversas populações.

A medida da DEXA é definida como a quantidade de radiação absorvida pelo corpo ou segmento desejado, calculando a diferença entre a energia emitida pela fonte de radiação e a sensibilizada pelo detector de energia.

Quanto aos custos, a DEXA ainda é uma técnica cara, pois o equipamento utilizado (absorciômetro) tem custo elevado, com baixa disponibilidade no mercado; necessita de instrumental tecnológico apropriado, softwares desenvolvidos para cada finalidade de utilização, profissionais preparados e custos periódicos com manutenção e calibração do aparelho. É importante lembrar que o DEXA está sendo utilizado em pesquisas em faculdades para que os outros métodos sejam validados.

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É importante lembrar que mesmo as melhores técnicas podem ter erros.

Por isso, nutricionista, uma sugestão que damos é: o método de avaliação da composição corporal que você iniciar com seu paciente, seja ele indireto (DEXA) ou duplamente indireto (dobras cutâneas, bioimpedância elétrica), mantenha-o até que o paciente receba alta. Assim você poderá avaliar melhor as modificações corporais do paciente ao longo do tratamento. Esta simples manutenção de método pode dar maior confiabilidade em seu trabalho.

Além do mais, independente do método, é preciso estudá-lo, treinar, conhecer suas indicações, contraindicações, modo de tomar as medidas, modo de avaliar os resultados e como unir essas informações aos outros dados da avaliação nutricional! Assim você fará um atendimento de excelência!

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Texto: Anne Karoline
Revisão: Ju Tolêdo

Bibliografia Consultada:

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EICKEMBERG, M.; OLIVEIRA, C.C.; RORIZ, A.K.C.; SAMPAIO, L.R. Bioimpedância elétrica e sua aplicação em avaliação nutricional. Revista de Nutrição, Campinas, v. 24, n. 6, 2011.

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