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Qual a Diferença entre os Protocolos de Recomendação de Energia e Macronutrientes

Nutricionista

Na hora do atendimento nutricional, é muito importante que o Nutricionista saiba, ao certo, qual protocolo utilizará para calcular um plano alimentar que atenda as necessidades de energia e macronutrientes de seu paciente. Isso porque, para fazer o cálculo nutricional do plano alimentar é necessário calcular o Valor Energético Total (VET), a distribuição percentual dos macronutrientes (proteínas, carboidratos e lipídios) e adequar as quantidades de vitaminas e minerais da dieta. Porém, na hora de escolher os protocolos de recomendação de macronutrientes pode aparecer a seguinte dúvida: Qual o melhor para o meu paciente? Dietary Reference Intakes (DRI)? Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC)? Organização Mundial da Saúde (OMS)? Sociedade Brasileira de Medicina Esportiva (SBME)? Bem… Pensando nisso, resolvemos escrever este post para que nossas clientes e os Nutricionistas de todo o Brasil possam ter um direcionamento e saber o que será melhor para fazer um ótimo atendimento.

Mas, antes de mais nada…

Comida

Uma dieta adequada engloba, dentre outros aspectos, aqueles relacionados aos hábitos alimentares saudáveis, à redução dos riscos de doenças e à melhora do desempenho nas atividades diárias, sejam elas esportivas ou não. Desta forma, as recomendações nutricionais se baseiam na relação entre o gasto energético (metabolismo basal + exercício físico + efeito térmico dos alimentos) e as estimativas de energia e nutrientes de cada pessoa.

Sendo assim, como as dietas precisam ser balanceadas, é preciso estabelecer primeiro as quantidades, em calorias e gramas, de seus nutrientes energéticos, tanto no valor energético total da dieta, quanto em cada uma das refeições.

Confira os principais protocolos de recomendação de macronutrientes:

DRI 2002/2005 – São recomendações elaboradas pelo National Academy of Sciences, National Academy of Engineering, Institute of Medicine (IOM) e National Research Council (NRC). São estratificadas por sexo, faixa etária, estado fisiológico (gestantes e lactantes) e são destinadas apenas a indivíduos saudáveis.

OMS 2003 – A Organização Mundial da Saúde (OMS) e Food and Agriculture Administration (FAO), no ano de 2003, publicaram o documento “Diet, nutrition and the prevention of chronic disease”, trazendo recomendações de macronutrientes para a população em geral, objetivando a manutenção da saúde e a prevenção de doenças crônicas não transmissíveis. Já no ano de 2008, as mesmas instituições atualizaram as recomendações de consumo de lipídeos, para otimizar a saúde.

SBC 2007 – A Sociedade Brasileira de Cardiologia, na IV Diretriz Brasileira sobre Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose, publicou recomendações dietéticas para macronutrientes objetivando a prevenção e o tratamento das dislipidemias. Estas devem ser utilizadas em pacientes que apresentam riscos em desenvolverem doenças cardiovasculares ou que já apresentam alguma situação clínica (como hipertrigliceridemia e hipercolesterolemia).

SBME 2009 – No documento “Modificações dietéticas, reposição hídrica, suplementos alimentares e drogas: comprovação de ação ergogênica e potenciais riscos para a saúde”, a Sociedade Brasileira de Medicina Esportiva recomendou valores de ingestão para macronutrientes. Para determinar a quantidade necessária de macronutrientes – carboidratos, proteínas e lipídios – essenciais na manutenção ou melhora do desempenho esportivo e saúde do corpo humano, levou-se em consideração o consumo calórico total e o tempo de digestão e aproveitamento metabólico. Estas recomendações são destinadas a atletas saudáveis adultos e adolescentes em fase de maturação sexual final.

Veja abaixo um resumo de todos os protocolos e suas recomendações de macronutrientes:

Macronutrientes

Clique na imagem para aumentá-la.

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Bibliografia Consultada:

Dietary Reference Intakes for Energy, Carbohydrate, Fiber, Fat, Fatty Acids, Cholesterol, Protein and Amino Acids (2002/2005).

Sociedade Brasileira de Cardiologia. IV Diretriz Brasileira sobre Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v.88, sup I, 2007.

Sociedade Brasileira de Medicina Esportiva. Modificações dietéticas, reposição hídrica, suplementos alimentares e drogas: comprovação de ação ergogênica e potenciais riscos para a saúde. Revista Brasileira de Medicina Esportiva, v. 15, n. 3, 2009.

World Health Organization (WHO). Diet, nutrition and prevention os chronic diseases: report of a joint WHO/FAO expert consultation. Geneva, 2003.

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