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Diarreia?! Descubra Como Fibras e Probióticos Ajudam Seu Intestino

diarreia aguda

Olá, pessoal. Neste texto você vai conhecer um pouco mais sobre a diarreia – em especial a crônica. Diferentemente da diarreia aguda, a crônica possui diagnóstico e tratamento complicados, e cada hora perdida aproxima o paciente a complicações sérias que podem levá-lo ao óbito. Diarreia, independente da classificação, é mais grave do que parece. Ela mata mais crianças do que a AIDS, a malária e o sarampo juntos! Se um único dia de diarreia nos causa situações constrangedoras, duas ou mais semanas com diarreia (diarreia crônica) representam risco de morte.

Mas, o que é a diarreia? Quais suas classificações? E as causas? Como são feitos o diagnóstico e tratamento? Diarreia, desinteria e gastroenterocolite são as mesmas coisas? Leia e descubra!

A diarreia é definida por um aumento na frequência das evacuações (> 3x/dia) e/ou diminuição da consistência das fezes e por uma massa fecal > 200g/dia/24h. Ela pode ser classificada como aguda (duração inferior a duas semanas), persistente (duração entre 2 e 4 semanas) ou crônica (duração superior a 4 semanas).

diarreia cronica

A maioria dos episódios de diarreia aguda é devido a infecções gastrointestinais, geralmente autolimitadas e facilmente tratadas. Já na diarreia crônica há uma grave alteração no trânsito intestinal, em que ocorre redução da consistência das fezes, aumento do número de frequência das de evacuações e peso fecal superior a 200g/24h, prolongando-se por mais de 4 semanas. Outros autores sugerem que o tempo mínimo para considerar diarreia crônica é de 6 semanas, mas, em geral, na literatura médica esse período varia entre 4 e 8 semanas.

Outra divisão utilizada pela literatura é a da localização da diarreia. Desta forma, as diarreias também podem ser divididas em:

  • Alta: é proveniente do intestino delgado. Os episódios diarreicos são mais volumosos, e a causa é a síndrome da má absorção associada com esteatorreia (presença de gordura nas fezes);
  • Baixa: evacuações em pouca quantidade e frequentes. Estão associadas a tenesmo (espasmo doloroso do esfíncter da bexiga ou do ânus, acompanhado de forte vontade de urinar ou defecar, com eliminação mínima) e urgência fecal;
  • Funcional: causada por hipermotilidade intestinal, como a síndrome do intestino irritável.

Quais são as causas da diarreia crônica?

Flora intestinal

As causas de diarreias crônicas são diversas:

  • uso excessivo de laxantes
  • falta de lactase: enzima que digere a lactose
  • baixa produção de suco pancreático com consequente má-absorção de gorduras, que passam a atuar como laxantes.
  • inflamações, como a Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa
  • infecção ou verminose persistentes, que lesam a mucosa (revestimento interno dos intestinos)
  • alterações dos movimentos intestinais (peristaltismo)
  • retirada cirúrgica de grandes extensões de intestino, que o tornam incapaz de absorver completamente alimentos sólidos e líquidos
  • medicamentos em geral causam diarreia aguda, mas podem levar a cronicidade quando seu uso for prolongado ou contínuo

Como é feito o diagnóstico da diarreia crônica? 

Seu diagnóstico não é simples, pois são inúmeros fatores que pode ocasionar este tipo de diarreia. É preciso fazer uma criteriosa avaliação, que envolve:

  • Diarreia crônica História clínica: epidemiologia (viagens, alimentos e água, contatos pessoais), caracterização da diarreia (forma de início, padrão, duração, volume), sintomas associados (dor abdominal, perda de peso, incontinência fecal, flatulência, febre), doenças sistêmicas (hipertireoidismo, diabetes, tumores, imunodeficiências adquiridas), causas iatrogênicas (medicamentos, cirurgias, radioterapia)
  • Exame físico: geral (estado nutricional, sinais vitais, peso), pele (exantema, hiperpigmentação), olhos (protuberantes, hipocorados), abdômen (hepatomegalia, ascite), exame anorretal, extremidades (edema)
  • Exames laboratoriais: hemograma, parasitológico de fezes, dentre outros
  • Análise das fezes: peso, gap osmótico, pH fecal, sangue oculto, leucócitos, ácidos graxos, laxante
  • Classificação da diarreia: inflamatória, esteatorreia, aquosa (osmótica ou secretora)

Quais as complicações da diarreia crônica?

A diarreia crônica pode ocasionar desidratação e desnutrição graves o que pode levar à morte. Estas duas complicações surgem rapidamente (a curto e médio prazo), sendo imprescindível que o tratamento inicie imediatamente.

Como tratar a diarreia crônica?

Dieta para diarreia crônicaO tratamento para a diarreia crônica depende da doença de base. Se uma causa específica é identificada, o tratamento é dirigido para o tratamento da condição. Ele envolve:

  • terapia de suporte com reidratação oral (se necessário, endovenosa)
  • tratamento sintomático: loperamida (antidiarreico) ou opiáceos
  • antibioticoterapia ou antiparasitários: pode ser utilizado em locais endêmicos para parasitoses
  • fibras  solúveis: seu uso é mais comum na diarreia aguda, mas também pode ser utilizada na diarreia crônica. As fibras solúveis retardam o funcionamento intestinal. Os alimentos fontes são: maçã, pera, banana maçã, goiaba, e sucos de limão e qualquer uma das frutas relacionadas acima. Utilize pouco ou nada de açúcar, pois ela fermenta no intestino e pode atrapalhar a recuperação. O Novasource Gi Control é uma fórmula hipercalórica, hiperproteica, acrescida de fibras solúveis. Essa fórmula pode auxiliar na prevenção e tratamento de diarreia em pacientes com alimentação oral ou enteral.
  •  FiberMais Floraprobióticos: apesar de ser mais eficiente na diarreia aguda, ele também pode ser utilizado para amenizar o quadro de diarreia crônica. Os probióticos são alimentos suplementados com microrganismos vivos que regulam e melhoram a microbiota intestinal (popularmente conhecida como “flora intestinal”). O Fiber Mais Flora possui uma ação integrada entre probiótico e prebiótico, possuindo também um mix de fibras solúveis que contribui para o equilíbrio da flora intestinal. Vale a pena saber mais sobre os probióticos, prebióticos e simbióticos.

Diarreia, desinteria e gastroenterocolite são as mesmas coisas?

Não. A desinteria é a diarreia associada com tenesmo ou dor, com presença de muco ou leucócitos nas fezes. Já a gastroenterocolite é a doença diarreica de início abrupto, acompanhada ou não de outros sintomas como náuseas, vômitos, dor abdominal e febre.

Vocês conhecem alguém que foi diagnosticado com diarreia crônica? Como foi o diagnóstico e tratamento? Contem para a gente!

Gostou do post?

Texto: Dennia Trindade
Revisão: Lúria Papacosta

 

Bibliografia Consultada:

THE UNITED NATIONS CHILDREN’S FUND (UNICEF)/WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Diarrhoea: why children are still dying and what can be done. 68 p. 2009.

MANDAL, A. Chronic Diarrhea. News Medical.

VARAVALLO, M. A.; THOMÉ, J. N.; TESHIMA, E. Aplicação de bactérias probióticas para profilaxia e tratamento de doenças gastrointestinais. Ciências Biológicas e da Saúde, 2008.

SOCIEDADE BRASIEIRA DE GASTROENTEROLOGIA. Diarreia: avaliação e tratamento. Normas de orientação clínica.

CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION (CDC). Hygiene-related diseases: chronic diarrhea. 2011.

MINISTÉRIO DA SAÚDE Dicas em saúde. Diarreia e desidratação.

FERREIRA et al. Diarreia crônica. Jornal Português de Gastrenterologia, 2012.

VIANA, J. T. T. PET-Medicina. Universidade Federal do Ceará. Diarreias.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE MEDICINA DE FAMÍLIA. Diarreia.

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