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Dia Mundial da Limpeza

Dia Mundial da Limpeza

Olá, pessoal! Hoje, dia 20 de setembro, é o Dia Internacional da Limpeza. Então vamos conversar sobre ela, que é fundamental para mantermos a saúde: limpeza! Poderíamos falar sobre limpeza nas ruas, nos rios e em qualquer lugar do mundo, mas o nosso foco é a limpeza dos alimentos, pois o que vai à nossa boca pode conter, além de nutrientes, bactérias, vírus, fungos e parasitas!

As diversas contaminações podem levar a intoxicações alimentares que atingem milhões de pessoas em todo o mundo anualmente, e podem ser consideradas umas das mais significativas causas de morbimortalidade em países desenvolvidos e emergentes.higienização de alimentos

Dados publicados em 2007 relataram que nos Estados Unidos ocorreram cerca de 6,5 milhões de casos de infecções e 9.000 óbitos em consequência das enfermidades transmitidas por alimentos a cada ano. Já no Brasil, de acordo com o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), de 1999 a 2002, ocorreram 25.281 óbitos por Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA), uma média de 6.320 óbitos/ano!

A boa higienização dos alimentos se faz através de um conjunto de ações que visa, além da remoção de sujidades visíveis ou não a olho nu, a proteção dos alimentos, inibição e/ou destruição de microrganismos patogênicos – desta forma, há a garantia de alimentos limpos e seguros e livres de contaminação.

Pontuamos algumas práticas simples, que você pode começar agora: assim, você pode garantir desde cedo, sua saúde:

  1. Escolha produtos de boa qualidade, higienizados e sem muitas sujidades. Alimentos amassados, rachados, manchados e/ou muito sujos podem ser indícios de que a sujeira não aparente está maior do que se imagina.
  2. Lave e higienize corretamente os alimentos. Alimentos como frutas, legumes e hortaliças devem ser higienizados, pois muitas vezes são consumidos crus. A higienização correta elimina os microrganismos patogênicos e os parasitas.

Para higienização de hortaliças, frutas e legumes:

  • higienização de alimentosSelecione, retirando as folhas, partes e unidades deterioradas;
  • Lave em água corrente os vegetais folhosos, folha a folha, e frutas e legumes, um a um;
  • Coloque de molho por 10 minutos em água clorada, utilizando produto adequado para este fim (ler o rótulo da embalagem), na diluição de 200 ppm (1 colher de sopa para 1 litro de água);
  • Enxague em água corrente, preferencialmente filtrada, os vegetais folhosos folha a folha, e frutas e legumes um a um;
  • Faça o corte dos alimentos para a montagem dos pratos com as mãos e utensílios bem lavados.

Outras dicas:

  1. Mantenha os alimentos sob refrigeração até a hora de servir. Cozinhe bem os alimentos, de acordo com os critérios adequados de tempo e temperatura. O alimento deve ser bem cozido, em altas temperaturas, de forma que todas as partes do alimento atinjam no mínimo a temperatura de 70ºC.
  2. Para carnes bovinas e de frango, tome cuidado para que as partes internas não fiquem cruas (vermelhas). Os sucos destas carnes devem ser claros e não rosados. Fuja de carnes berrantes!
  3. Para os ovos, a dica é sempre preferir a gema dura. Gema mole, por não ter atingido uma temperatura ideal, pode conter bactérias altamente maléficas à saúde, como a Salmonella.Maçã
  4. Guarde sempre com bastante cuidado os alimentos crus e cozidos nos locais adequados e a temperaturas adequadas. Os alimentos crus e cozidos devem ser separados. Utilize equipamentos e utensílios diferentes, como facas ou tábua de cortar, para manipular carnes, frangos, pescados e outros alimentos crus. Conserve os alimentos em recipientes separados, para evitar o contato entre crus e cozidos. Ainda, não misture estes alimentos na geladeira: separe uma prateleira para alimentos prontos e outra para alimentos crus.
  5. Diminua ao máximo o tempo de espera do alimento entre o preparo e a hora de servir. Além de ficar frio e perder o sabor, o alimento vira alvo de pragas e microrganismos que, por ventura, estejam no ambiente. Este tempo deve ser de, no máximo, 2 horas.
  6. Quando reaquecer os alimentos cozidos e já preparados, faça de maneira adequada, seguindo os critérios de tempo e temperatura. Uma vez descongelado, o alimento não pode mais ser recongelado. Além disso, o alimento não deve ser descongelado em temperatura ambiente, e sim, em resfriamento. Para evitar desperdícios, congele os alimentos em pequenas porções e consuma-os de uma única vez. No reaquecimento, o alimento também atingir a mesma temperatura de cocção – 70ºC.
  7. Observe a higiene dos manipuladores. Se o manipulador é você ou alguém da sua família, a regra é a mesma. Lave as mãos antes e depois de manusear cada dia mundial da limpeza limento. Prenda os cabelos. Evite conversar/espirrar/tossir em cima dos alimentos. Não use adornos, como anéis e pulseiras. Retire o esmalte das unhas. Difícil? Pior é aparecer lascas de esmalte no meio da salada…
  8. Sempre que possível, higienize e desinfete as superfícies, equipamentos, e utensílios. Não deixe a sujeita se acumular na cozinha. Passar “um paninho” não adianta. O correto é lavar fogão, bancada, equipamentos, chão e tudo mais o que puder estar sujo (inclusive atrás e embaixo do fogão, da geladeira…). Não deixe que as baratas, ratos, moscas e outras pragas vejam estes restos antes de você!

Ah! E outro aspecto importantíssimo: troque os panos de prato com frequência – pelo menos uma vez por dia. O ideal seria utilizar folhas de papel toalha, mas sabemos que pode ser inviável no meio doméstico. Assim, não utilize o pano de prato 3.083.085 vezes, até que ele fique velho, encardido, queimado, rasgado – e contaminado – o suficiente para você finalmente jogá-lo fora.

Seguindo estas dicas, seus alimentos serão mais limpos e seguros, com maior garantia de qualidade.

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Texto: Dennia Trindade
Revisão: Ju Tolêdo

Bibliografia consultada:

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Vigilância em Saúde. Boletim eletrônico epidemiológico. Vigilância epidemiológica das doenças transmitidas por alimentos no Brasil, 1999 – 2004.

AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Cartilha sobre boas práticas para serviços de alimentação. Resolução-RDC nº 216/2004. Brasília, 3. ed. 44 p.

ALMEIDA et al. Perfil epidemiológico das intoxicações alimentares notificadas no Centro de Atendimento Toxicológico de Campina Grande, Paraíba. Revista Brasileira de Epidemiologia, 2008.

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