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Dia Mundial do Enfermo: 3 Imunomoduladores que Lutam Contra a Doença

Dia Mundial do Enfermo

Oi, pessoal! Hoje é o Dia Mundial do Enfermo/Doente. A data foi instituída em 11 de fevereiro de 1992, pelo Papa João Paulo II, que desejou que “todos pudessem orar e reconhecer na face do enfermo a Santa Face de Cristo que, sofrendo, morrendo e ressuscitando, operou a salvação da humanidade”.

Independente de questões religiosas, esta data deve servir de alerta e reflexão para todos os profissionais da saúde: Afinal, como estamos lidando com o paciente enfermo? Estamos fazendo o melhor que podemos fazer?

A Nutrição possui um papel fundamental para estes pacientes, pois alterações do estado nutricional podem surgir como consequência do inadequado aporte de nutrientes (por exemplo: desnutrição), ou como resultado de uma alteração do seu metabolismo(por exemplo: sepse).

A terapia nutricional corresponde à oferta de nutrientes pelas vias oral, enteral e/ou parenteral, visando a oferta terapêutica de proteínas, energia, minerais, vitaminas e água adequadas ao paciente. Ela visa prevenir a desnutrição energético-proteica e avaliar e determinar as necessidades nutricionais de forma mais adequada possível.

Na nutrição enteral ou parenteral, nutrientes específicos podem ser adicionados às demais fórmulas no intuito de modular a resposta imune ou inflamatória. Pesquisas demonstram que dietas imunomoduladoras melhoram os resultados em pacientes desnutridos e naqueles submetidos a cirurgias, com redução da morbidade, dos custos do tratamento e do tempo de internação hospitalar. A glutamina, arginina, e ácido graxo ômega-3 são imunomoduladores bastante utilizados – e de batalha em batalha, estes soldados são essenciais para ganhar a guerra contra as enfermidades.

Omega 3

 Glutamina

A glutamina é considerada um aminoácido não essencial do ponto de vista nutricional, por ser produzida de forma endógena em quantidades suficientes para satisfazer as necessidades do organismo. A glutamina é utilizada principalmente por células da mucosa intestinal e leucócitos, sendo importante para a proliferação dessas células e manutenção desses tecidos, prevenindo a atrofia intestinal, mantendo os níveis de secreção pelo intestino da IgA secretória, mantendo a imunidade da mucosa intestinal e melhorando a imunidade celular (células T), causando, assim, um estímulo da função imunológica geral do organismo.Além da glicose, os linfócitos, macrófagos e neutrófilos obtêm energia através da oxidação da glutamina, que é convertida em glutamato, amônia e aspartato para a síntese de purinas e pirimidinas, que estão envolvidas na síntese de DNA e RNA. Ainda, a síntese proteica de RNA, citocinas, IL-2 e imunoglobulinas são dependentes da glutamina.

arginina

Durante o estresse catabólico de doenças, a glutamina torna-se um nutriente essencial, pois a combinação da deficiência da dieta com o metabolismo acelerado, incluindo o aumento da demanda do músculo esquelético, induz sua depleção. Como resultado, ocorre alteração no balanço nitrogenado, redução na síntese proteica, mudanças na permeabilidade intestinal e, ainda, diminuição da sensibilidade à insulina.

Arginina

Estudos demonstram que os benefícios na suplementação de glutamina e probióticos em pacientes enfermos graves incluem redução do tempo de internação e dos custos hospitalares, melhora do balanço nitrogenado e manutenção da permeabilidade da barreira intestinal.

BarreirasA arginina também é um aminoácido não essencial na ausência de doença, que se torna condicionalmente essencial durante períodos de estresse hipermetabólico. É um intermediário importante na síntese de poliaminas (crescimento e proliferação celular) e prolina (cicatrização e síntese de colágeno), sendo o único substrato para a biossíntese de óxido nítrico – substância que apresenta relevante papel na regulação da inflamação e imunidade. Estudos envolvendo pacientes críticos com diferentes diagnósticos clínicos, em uso de alimentação com fórmulas contendo arginina, encontraram melhora no quadro de infecção e menores tempos de uso de ventilação mecânica e de permanência em UTI.

Apesar disto, a suplementação de arginina em pacientes com sepse é controversa, pois este aminoácido tem vários efeitos fisiológicos e farmacológicos que podem se opor uns aos outros, como por exemplo, o próprio aumento da produção de óxido nítrico, que aumentaria o dano tecidual podendo ocasionar um colapso cardiovascular. Os Projetos Diretrizes para a Terapia Nutricional no paciente grave e no trauma recomendam o uso da arginina em pacientes cirúrgicos, traumatizados e queimados desde que estejam hemodinamicamente estáveis e sem infecção. Para uma prescrição correta, procure o nutricionista.

enfermo

Ômega-3

Os ácidos graxos w-3 apresentam dois derivados muito importantes: EPA – ácido eicosapentaenóico e DHA – ácido docosahexaenóico. Eles fazem parte da estrutura dos fosfolipídios das membranas das células, além de modularem a função celular ao atuarem como mediadores intracelulares da transdução de sinais e como moduladores das interações celulares.

O w-3 tanto pode influenciar a capacidade das células para produzir citocinas, quanto a capacidade dos tecidos alvo para responder às mesmas. Estudos indicam que os ácidos graxos ômega-3 influenciam a resposta fisiopatológica para endotoxinas e exercem efeito modulatório sobre as citocinas e eicosanoides, limitando os efeitos pró-inflamatórios do ácido araquidônico.

Um produto que reúne estes três combatentes de guerra é o Peptamen ARG, da Via Nut. Antigo Peptamen UTI, o Peptamen ARG é um suplemento enteral hipercalórico e hiperproteico à base de peptídeos, combinação adequada de lipídeos – TCM + TCL, presença de glutamina, adicionada de arginina e ômega-3. Ou seja: ele entra para ganhar! Game over, doença!

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Texto: Dennia Trindade
Revisão: Lúria Papacosta

Bibliografia Consultada:

PROJETO DIRETRIZES. Recomendações nutricionais para adultos em terapia nutricional enteral e parenteral, 2011.

CÔRTES et al. Terapia nutricional no paciente criticamente enfermo. Medicina, 2003.

VASCONCELOS, M. I. L; TIRAPEQUI, J. Aspectos atuais na terapia nutricional de pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas, 2002.

BARNI, G. C.; SANTOS, Z. A. Imunonutrição e pacientes com sepse? Scientia Medica, 2011.

FALCÃO et al. Nutrientes imunomoduladores na terapia do câncer. XII Encontro de Iniciação à Docência. UFPB-PRG.

PROJETO DIRETRIZES. Terapia nutricional no paciente grave, 2011.

PROJETO DIRETRIZES. Terapia nutricional no trauma, 2011.

DIESTEL et al. Terapia nutricional no paciente crítico. Revista HUPE, 2014.

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