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Dia Mundial do Diabetes

Diabetes Mellitus tipo 1

Olá pessoal! Hoje, 14 de novembro, é o Dia Mundial do Diabetes. Esta data foi definida em 2007 pela Federação Internacional de Diabetes (IDF), entidade vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), e introduzida no calendário em 1991, como resposta ao alarmante crescimento do diabetes em todo o mundo.

Apesar desse crescimento acelerado, muitas pessoas ainda não sabem o que é a doença, cercando-a de mitos e inverdades. E é para isso (e muito mais!) que estamos aqui: para agregar conhecimento à sua vida, tornando-o mais informado e com um senso crítico aguçado sobre essa doença que pode atingir você, seus amigos e familiares. Nessas horas, a melhor forma de você ajudar, se proteger e até mesmo prevenir o diabetes, é conhecer o problema.

Vamos adentrar neste vasto mundo do Diabetes, para entendermos mais a doença, suas complicações e alterações no dia-a-dia de quem a possui.

O que é diabetes mellitus?

Diabetes Mellitus

Os alimentos são digeridos no intestino e se transformam em açúcar, a chamada glicose, que é absorvida para o sangue. A glicose no sangue é usada pelos tecidos como energia. Essa utilização depende da presença de insulina, um hormônio produzido nas células beta do pâncreas (produtoras de insulina). Quando a glicose não é bem utilizada pelo organismo, geralmente por falta ou por ineficiência da insulina, a glicose se eleva no sangue. É o que chamamos de hiperglicemia.

O diabetes é um grupo de doenças metabólicas que pode resultar de defeitos de secreção e/ou ação da insulina envolvendo processos patogênicos específicos, como a destruição das células pancreáticas, resistência à ação da insulina, distúrbios da secreção da insulina, e outros. É caracterizada pela hiperglicemia e associada a complicações, disfunções e insuficiência de vários órgãos, especialmente olhos, rins, nervos, cérebro, coração e vasos sanguíneos.

Quais são os tipos de diabetes?

Há três tipos principais de diabetes: diabetes mellitus tipo 1, diabetes mellitus tipo 2 e diabetes gestacional.

  • Diabetes Mellitus Tipo 1: É conhecido também como diabetes insulinodependente, diabetes infanto-juvenil ou diabetes imuno-mediado. Neste tipo de diabetes a produção de insulina do pâncreas é insuficiente ou inexistente, pois suas células sofrem uma destruição autoimune. Os diabéticos tipo 1 necessitam de injeções diárias de insulina para manterem a glicose no sangue em valores normais. Há risco de vida se as doses de insulina não são dadas diariamente. O diabetes mellitus tipo 1, embora ocorra em qualquer idade, é mais comum em crianças, adolescentes ou adultos jovens.
  • Diabetes Mellitus Tipo 2: É também chamado de diabetes não insulinodependente ou diabetes do adulto e corresponde a 90% dos casos de diabetes. Ocorre, geralmente em pessoas obesas, com mais de 40 anos de idade – embora, a cada dia que passa, aumenta sua frequência em jovens em virtude de maus hábitos alimentares, sedentarismo e stress da vida. Neste tipo de diabetes há a produção de insulina, porém sua ação é dificultada pela resistência insulínica. Ou seja: a insulina é produzida, mas o corpo, por algum motivo, tem resistência a ela. Por ser pouco sintomático, o diabetes pode permanecer por muitos anos sem diagnóstico e sem tratamento, o que favorece a ocorrência de complicações. O diabético tipo 2 pode tornar-se um diabético tipo 1, pois o organismo, ao perceber que a glicose está no sangue e não nas células (hiperglicemia), estimula o pâncreas a produzir cada vez mais insulina, trabalho feito em vão, pois a resistência também aumenta. Com o excesso de trabalho pancreático, este órgão entra em falência, encerrando de vez a produção insulínica.
  • Diabetes Gestacional: A presença de glicose elevada no sangue durante a gravidez é denominada de diabetes gestacional. Geralmente a glicose no sangue só se normaliza após o parto. Entretanto, as mulheres que apresentam ou apresentaram diabetes gestacional possuem maior risco de desenvolverem diabetes mellitus tipo 2 tardiamente, o mesmo ocorrendo com os filhos.

Quais são os sintomas de diabetes?

Poliúria Diabetes

Poliúria

Os sintomas clássicos de diabetes são: poliúria (produção aumentada de urina), polidipsia (muita sede), polifagia (muita fome) e perda involuntária de peso (geralmente em diabetes mellitus tipo 1). São os “4 PS” do diabetes. Outros sintomas que levantam a suspeita clínica são: fadiga, fraqueza, letargia, prurido (coceira) cutâneo e vulvar e infecções de repetição. Algumas vezes o diagnóstico é feito a partir de complicações crônicas como neuropatia diabética (doenças nos nervos periféricos), retinopatia (doença nas retinas) ou doença cardiovascular aterosclerótica. Entretanto, como muitas vezes o diabetes é assintomático, a suspeita clínica ocorre a partir de fatores de risco para o diabetes: excesso de peso, histórico familiar da doença, alimentação inadequada, sedentarismo e alterações de exames de sangue como a glicemia de jejum e lipidograma (triglicérides e colesterol).

Quando ignorados os sintomas leves, pode ocorrer a cetoacidose diabética. Ela ocorre particularmente em pacientes com diabetes mellitus tipo 1, sendo algumas vezes a primeira manifestação da doença. O diabetes mellitus tipo 2, que mantém uma reserva pancreática de insulina, raramente desenvolve essa complicação, mas isso pode ocorrer em intercorrências como infarto, AVC ou infecção grave.

O quadro clínico da cetoacidose consiste em polidipsia, poliúria, hálito cetônico, fadiga, visão turva, náuseas e dor abdominal, além de vômitos, desidratação, hiperventilação (alteração do ritmo respiratório) e alterações do estado mental. Esse quadro pode se agravar, levando a complicações como choque, distúrbio hidro-eletrolítico, insuficiência renal, pneumonia de aspiração, síndrome de angústia respiratória do adulto e edema cerebral em crianças.

Quais os fatores de risco para o diabetes?

Fator de risco para diabetes

  • Idade > 45 anos
  • Sobrepeso (Índice de Massa Corporal IMC >25)
  • Obesidade central (cintura abdominal >102 cm para homens e >88 cm para mulheres, medida na altura das cristas ilíacas)
  • Antecedentes familiares (mãe ou pai) de diabetes
  • Hipertensão arterial (> 140/90 mmHg)
  • Colesterol HDL < 35 mg/dL e/ou triglicerídeos > 150 mg/dL
  • História de macrossomia (bebê nasce grande) ou diabetes gestacional
  • Diagnóstico prévio de síndrome de ovário policístico
  • Doença cardiovascular, cerebrovascular ou vascular periférica definida

Quais as maiores complicações do diabetes?

  • Complicações cardiovasculares:  As doenças cardiovasculares representam a principal causa de morte (52%) em pacientes diabéticos do tipo 2. Diversos fatores de risco, passíveis de intervenção, estão associados ao maior comprometimento cardiovascular observado nos pacientes diabéticos. Como exemplo, tem-se a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e a Nefropatia Diabética.
  • Nefropatia diabética: A ND acomete cerca de 40% dos pacientes diabéticos. O diabetes é a principal cause de insuficiência renal em pacientes que ingressam em programas de diálise. A mortalidade dos pacientes diabéticos em programas de hemodiálise é maior do que a dos não diabéticos. Cerca de 40% dos pacientes morrem no primeiro ano de tratamento, principalmente por doença cardiovascular. O estágio inicial da ND começa com pequenas quantidades de albumina na urina, a chamada microalbuminúria ou nefropatia incipiente. Então a doença pode progredir para macroalbuminúria, proteinúria ou nefropatia clínica, o estágio avançado.
  • Retinopatia Diabética: A RD acomete cerca de 40% dos pacientes diabéticos e é a principal causa de cegueira em pacientes entre 25 e 74 anos. A maioria dos casos de cegueira (90%) é relacionada à RD e pode ser evitada através de medidas adequadas. Estas medidas diminuem a progressão da retinopatia, não revertendo os danos já estabelecidos. Portanto, é imperativo que seja feito o diagnóstico da RD em suas fases iniciais antes que lesões que comprometem a visão tenham ocorrido.

E o pé diabético?

Pé diabéticoOs fatores de risco mais importantes para o aparecimento de úlceras nos pés são a neuropatia diabética periférica e a doença vascular periférica. Calcula-se que metade dos pacientes com mais de 60 anos apresente o chamado “pé diabético”. Uma doença que pode ser evitada. Tais alterações podem causar neuropatia, úlceras, infecções, isquemia ou trombose. Elas começam a ocorrer, em geral, quando as taxas de glicose permanecem altas durante muitos anos. Se não for tratado, o pé diabético pode levar à amputação.

Diabetes tem cura?

Hábitos saudáveis

Depende. Como diabetes é uma síndrome, e não uma doença isolada, a palavra “cura” pode ser muito intensa. Para o diabético tipo 2 há meios de reversão do quadro. E sabe como? Emagrecimento! O tecido adiposo, além de ser pró-inflamatório (um perigo para a saúde cardiovascular!), é o principal responsável pela resistência insulínica. Assim, ao reduzir a gordura, há uma redução desta resistência, facilitando a ação da insulina.

Existe, inclusive, uma cirurgia realizada para “curar” o diabetes. Médicos desenvolveram uma técnica baseada em resultados com pacientes obesos que passaram por procedimento para redução de peso e tiveram o diabetes curado ou bastante amenizado. Esta cirurgia foi desenvolvida para prevenir as complicações da doença, como a cegueira. Os resultados não aparecem de imediato, podem demorar até dois anos para que a pessoa deixe de usar medicamentos. Mas logo nos primeiros seis meses há a melhora do quadro, pois a quantidade de insulina necessária para o controle do diabetes reduz drasticamente.

Mas, como a cirurgia só é feita em casos extremos, o melhor mesmo é a dupla Malhação + Nutrição, que é imbatível no combate ao diabetes!

Quais as recomendações de alimentos para diabéticos?

As recomendações alimentares para os diabéticos são baseadas nos mesmos princípios de uma alimentação para uma pessoa saudável. Entretanto, pacientes que utilizam insulina devem procurar manter seu padrão alimentar mais ou menos constante a cada dia, incluindo o valor energético total, a quantidade de carboidratos e a distribuição nas diferentes refeições.

Recomendações de alimentos para diabéticos

Seja para regular a glicemia ou para evitar o diabetes mellitus tipo 2, o nutricionista é a pessoa ideal para balancear seu cardápio, aumentando sua qualidade de vida. Uma vantagem adicional é que este profissional – e apenas ele! – tem a capacidade de fazer um cardápio para diabéticos com o mínimo de restrições possíveis, fazendo com que o diabético não se sinta excluído e diferente das demais pessoas no momento da refeição. Alguns princípios da dieta para diabéticos são:

  • A quantidade energética ingerida deve ser adequada à atividade física e fracionada em 5 a 6 refeições/lanches diários.
  • A ingestão diária deve conter de 50 a 60% de carboidratos, sendo a maior parte em forma complexa. Para tanto, os diabéticos devem comer alimentos ricos em fibras, como frutas, verduras, legumes, feijões e cereais integrais. Todos esses alimentos são também fontes de carboidratos e, por isso, não podem ser consumidos em exagero e nem em grandes quantidades em uma mesma refeição. Além disso, frutas e outros alimentos com menor índice glicêmico são preferíveis, visto que não causam um aumento subido da glicose sanguínea.
  • A ingestão diária deve conter no máximo 30% de gorduras, sendo não mais de um terço sob a forma de ácidos graxos saturados.
  • A ingestão de colesterol não deve exceder 300 mg/dia.
  • Alimentos que contêm sacarose (açúcar comum) devem ser evitados para prevenir oscilações acentuadas da glicemia. Quando consumidos, o limite é de 20 a 30g por dia de açúcar de forma fracionada e substituindo outro carboidrato para evitar o aumento calórico. A recomendação é que não haja seu consumo, mas, quando houver, deve ser sob orientação de um nutricionista.
  • A ingestão de álcool, quando consumido, deve ser moderada e de preferência junto às refeições. O limite diário é de uma a duas doses, isto é, 10-20g de álcool/dia. Pacientes com hipertrigliceridemia ou mau controle metabólico não devem ingerir bebidas alcoólicas. A recomendação é que não haja seu consumo, mas, quando houver, deve ser sob orientação de um nutricionista.
  • O uso moderado de adoçantes não calóricos (ciclamato, sucralose, sacarina, aspartame, acesulfame-K, e stévia) é seguro quando consumido em quantidades adequadas. Os alimentos dietéticos podem ser recomendados, mas, é preciso ficar atento sobre seu conteúdo calórico e de nutrientes. Alimentos diet são isentos de sacarose, quando destinados a indivíduos diabéticos, mas, podem ter valor calórico elevado, por seu teor de gorduras ou outros componentes. Já os alimentos light possuem redução de 25% de qualquer substância em relação aos alimentos convencionais – não necessariamente valor calórico ou açúcar. Adoçantes calóricos como a frutose (p.ex., o mel), devem ser usados com restrição, respeitando as limitações indicadas na orientação dietética.

 

O diabético tipo 1 requer maior atenção com a alimentação, pois a quantidade de insulina a ser aplicada depende da quantidade de carboidrato que ele consumiu. Desta forma, seu controle deve ser rigoroso, pois ele não pode aplicar uma quantidade de insulina inferior ou superior ao necessário, para não haver oscilação de glicemia. A hipoglicemia (queda das taxas de açúcar no sangue) é um quadro grave que leva a desmaios e até mesmo à morte súbita. Atrasos ou omissão de refeições, exercício vigoroso, consumo excessivo de álcool e erro na administração de insulina ou de hipoglicemiante oral também podem gerar hipoglicemia. Assim, deve-se sempre carregar consigo alimentos com carboidratos de rápida absorção.

E as receitas para diabéticos?

Receitas para diabéticos

Lembra que te falei que a dieta do diabético não perde em nada para a dieta de uma pessoa normal?! Na internet existem vários e vários sites com receitinhas maravilhosas para este público tão especial. Você verá que as receitas são praticamente as mesmas, com mínimas alterações. E tem de tudo: bolos, tortas, doces e salgados… Huuuuuumm!

Diabete: A SUA FONTE DE INFORMAÇÃO

Culinária para Diabéticos: MUITO SABOR EM 45 RECEITAS PARA FESTAS

ADJ Diabetes Brasil: Receitas Doces

ADJ Diabetes Brasil: Receitas Salgadas

Você conhece o símbolo do Diabetes?

Símbolo do DiabetesO símbolo global do diabetes é o círculo azul. Criado como parte da campanha mundial de conscientização “Unidos pelo Diabetes”, ele foi adotado em 2007. O círculo simboliza a vida e a saúde, e o azul reflete o céu que une todas as nações. A junção do círculo com a cor azul significa a unidade da comunidade global em resposta à epidemia do diabetes e funciona como um estímulo para a união da luta de controle da doença em todas as nações.

Quer saber tudo sobre Diabetes?

Conheça a fundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, uma associação civil, sem fins lucrativos, que possui como membros, médicos e profissionais de saúde com interesse em diabetes mellitus. Ela tem como objetivo contribuir sempre para a prevenção e tratamento adequado do diabetes, disseminando conhecimento técnico-científico entre médicos e profissionais de saúde, conscientizando a população a respeito da doença, melhorando a qualidade de vida das pessoas com diabetes e colaborando com o Estado na formulação e execução de políticas públicas voltadas para a atenção correta dos pacientes e para a redução significativa do número de indivíduos com diabetes em nosso país.

Gestante com diabetes

E então? Agora que você já sabe um pouco sobre Diabetes, dissemine estas informações para, juntos, acabarmos com a ignorância que gira ao redor da doença e faz com que os diabéticos sofram além da necessidade!

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Texto: Dennia Trindade
Revisão: Ju Tolêdo

Bibliografia Consultada:

PASQUALOTTO, K. R.; ALBERTON, D.; FRIGERI, H. R. Diabetes mellitus e complicações. Journal of Biotechnology and Biodiversity, 2012.

Brasil. Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. Diabetes Mellitus. Brasília: Ministério da Saúde, 2006. 64 p.

SUS. Portal da Saúde. Dia Mundial do Diabetes.

SOCIEDADE BENEFICENTE ISRAELITA BRASILEIRA. Hospital Albert Einstein. Cirurgia cura diabetes mellitus tipo 2.

LIM et al. Reversal of type 2 diabetes: normalisation of beta cell function in association with decreased pancreas and liver triacylglycerol. Diabetologia, 2011.

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