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Controle o Diabetes Com a Farinha e/ou Biomassa de Banana Verde

banana verde

Bom dia, amigos. Este é um post todo dedicado a uma das frutas mais queridas do Brasil: a banana! Mas engana-se quem acha que é da banana madurinha que estamos falando, agora é a vez da banana verde.

Está chocado? Pois saiba que a banana verde, graças ao amido resistente contido nela, atua como fibra alimentar, e das mais potentes. Entre seus benefícios estão sua atuação como prebiótico, aumento da sensação de saciedade e o top de linha: auxílio no controle do diabetes! Conheça mais sobre este produto, use e abuse de seus benefícios!

Antes de tudo, é preciso saber o que é o amido. O amido é um polissacarídeo formado por amilose e amilopectina, que só podem ser evidenciadas após solubilização dos grânulos e separação. De acordo com sua velocidade de digestão in vitro, o amido pode ser classificado em: rapidamente digerível, lentamente digerível e resistente.

Por definição, amido resistente é a total quantidade de amido e produtos derivados da degradação de amidos resistentes à digestão no intestino delgado de pessoas saudáveis, podendo, entretanto, ser fermentado no intestino grosso. Esta fermentação produz gases e ácidos graxos de cadeia curta. Como tais efeitos são comparáveis aos da fibra alimentar, o amido resistente é considerado como um componente da fibra. Ou seja, o amido resistente nada mais é do que uma fibra dietética total. 

O amido resistente é um componente natural da dieta. O consumo atual é de cerca de 3 g/pessoa/dia e é encontrado em alimentos não processados, como grãos, batata crua, banana verde, ou mesmo em alimentos processados e retrogradados como a casca de pão ou a batata cozida resfriada. 

A banana é um alimento constante na dieta dos brasileiros. Apenas uma unidade de banana pode suprir cerca de 25% da ingestão diária recomendada de vitamina C, além de fornecer quantidades significativas de vitaminas A e B, potássio e outros minerais. A banana verde possui um alto teor de amido, correspondendo de 55 a 93% do teor de sólidos totais.

O principal interesse em relação ao amido resistente é o seu papel na saúde. Por não ser digerido no intestino, este tipo de amido se torna disponível como substrato para fermentação pelas bactérias anaeróbicas do cólon – característica atribuída à fibra alimentar. E é aí que entra o diabetes

Em indivíduos com diabetes, o consumo de carboidratos digestíveis não pode exacerbar a hiperglicemia pós-prandial e deve prevenir eventos hipoglicêmicos. A farinha ou a biomassa de banana verde, graças ao amido resistente, contribuem para a produção de energia difusa progressiva, que é a energia liberada ao longo do tempo de uma digestão lenta, e para a queda do índice glicêmico dos alimentos, proporcionando uma menor resposta glicêmica e, consequentemente, uma resposta insulínica mais adequada, auxiliando no tratamento do diabetes, especialmente do tipo 2 e mantendo o indivíduo com sensação de saciedade por um período maior de tempo. Isto significa um auxílio extra para o emagrecimento! Yes!

O amido resistente também tem sido associado a reduções nos níveis de colesterol LDL (lipoproteína de baixa densidade) e de triglicerídeos na hiperlipidemia. Estudos realizados observaram que a inclusão de amido resistente nas dietas de ratos reduziu os níveis de colesterol e triglicerídeos plasmáticos. E tem mais: por não ser digerido no intestino delgado, o amido resistente também pode servir de substrato para o crescimento de microrganismos probióticos, atuando como potencial agente prebiótico! Na metabolização desse tipo de carboidrato pelos microrganismos via fermentação, ocorre a produção de ácidos graxos de cadeia curta, que contribuem muito para a saúde do cólon. A maioria destes ácidos graxos age na redução do pH intestinal, na prevenção de doenças inflamatórias do intestino e no auxílio para manutenção da integridade do epitélio intestinal. Adicionalmente, o amido resistente contribui para o aumento do volume fecal, modificação da microbiota do cólon, aumento da excreção fecal de nitrogênio e, possivelmente, redução do risco de câncer de cólon.

Quando encontrada na forma de farinha ou biomassa, a banana verde mantém os mesmos nutrientes e calorias. A biomassa de banana verde e a farinha não apresentam sabor, tratando-se de um produto com alto teor de amido e baixo teor de açúcares.

A farinha de banana verde tem um gosto neutro e pode ser utilizada na substituição parcial ou total da farinha de trigo. Outra opção é polvilhar o farelo nas refeições, em frutas, no iogurte ou até na água. Você encontra a farinha para comprar em casas de produtos naturais, indicamos nosso parceiro Nação Verde.

A biomassa pode ser comprada na forma industrializada (congelada) ou feita em casa. Aí vai a receitinha:

biomassa de banana verde

Ingredientes:
12 bananas verdes (preferir orgânicas)
Meia panela de água (quantidade suficiente para cobrir as bananas)

Modo de preparo:
Lave as bananas verdes sem tirar o cabo da fruta. Encha a panela de pressão com a água e leve ao fogo. Quando a água estiver borbulhando, coloque as bananas e tampe a panela. Espere chiar por 10 minutos e deixe a pressão acabar naturalmente. Depois disso, escorra a água da panela e abra as bananas, mas tenha cuidado para não se queimar. Se preferir, utilize um garfo. Coloque a polpa da fruta – sem as cascas – para bater no liquidificador (pode ser necessário um pouco de água quente). Você pode colocar biomassa em fôrmas de gelo ou em potes de vidro por até 7 dias. Lembre-se de congelar.

Quando for utilizar a biomassa congelada, retire do congelador no dia anterior e coloque na geladeira, ou coloque no micro-ondas, em um pote de vidro, por 1 minuto. Pode ser adicionado em vitaminas, sucos, caldo de feijão, sopa, patês, massa de pão e bolo, etc. E então? A biomassa/farinha de banana verde merece ou não merece um post todo dele?!

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Texto: Dennia Trindade
Revisão: Lúria Papacosta

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Bibliografia Consultada:

PEREIRA, K. D. Amido resistente, a última geração no controle de energia e digestão saudável. Ciência e Tecnologia de Alimentos, 2007.

WALTER, M.; PICOLLI-DA-SILVA, L.; EMANUELLI, T. Amido resistente: características físico-químicas, propriedades fisiológicas e metodologias de quantificação. Ciência Rural, 2005.

RAMOS, D. P.; LEONEL, M.; LEONEL, S. Amido resistente em farinhas de banana verde. Alimentos e Nutrição, 2009.

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