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Conduta Nutricional em Saúde Mental

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depressão

A depressão é uma condição relativamente comum, de curso crônico e recorrente. Está associada à incapacitação funcional e comprometimento da saúde física. Os pacientes deprimidos apresentam limitação da sua atividade e bem-estar. Infelizmente, a depressão ainda é subdiagnosticada e subtratada. A depressão foi estimada como a quarta causa específica nos anos 90 de incapacitação através de uma escala global para comparação de várias doenças. A previsão para o ano 2020 é a de que será a segunda causa em países desenvolvidos e a primeira em países emergentes.

A distimia é um transtorno depressivo crônico com menor intensidade de sintomas, presente por pelo menos dois anos com períodos ocasionais e curtos de bem-estar. Além do humor depressivo, devem estar presentes até três dos seguintes sintomas: redução de energia, insônia, diminuição da autoconfiança, dificuldade de concentração, choro, diminuição do interesse sexual e em outras atividades prazerosas, sentimento de desesperança e desamparo, psicopatia, inabilidade de lidar com responsabilidades do dia-a-dia, pessimismo em relação ao futuro, retraição social e diminuição do discurso.

O transtorno misto de ansiedade e depressão inclui pacientes com sintomas de ansiedade e depressão sem que nenhum dos dois conjuntos de sintomas considerados separadamente seja suficientemente intenso que justifique um diagnóstico.Neste transtorno, alguns sintomas autonômicos (tremor, palpitação, boca seca, dor de estômago) podem estar presentes, mesmo que de forma intermitente.

atividade física e depressão

A prevalência de depressão também é duas a três vezes mais frequente em mulheres do que em homens.

Após o diagnóstico, é preciso fazer um tratamento adequado que vise garantir a qualidade de vida, respeitando o aspecto crônico da doença. Os familiares e cuidadores devem ter tolerância e muito carinho com o paciente, tratando-o de forma respeitosa e atenciosa. Para tanto, devem se munir de conhecimentos a respeito da doença, sabendo quais áreas são afetadas e quais devem ser estimuladas.

Para não ser vítima destas doenças, a palavra-chave é PREVENÇÃO:

  • Faça atividades mentais regulares e diversificadas, como jogos e neuróbica;
  • Faça atividades físicas regularmente;
  • Durma bem;
  • Tenha momentos de lazer;
  • Corra dos maus hábitos: fumar, beber, uso de drogas;
  • Cuide da saúde física geral, fazendo um check-up de vez em quando;
  • Alimente-se bem!

Determinados alimentos podem auxiliar, e muito, na prevenção das doenças de curso mental. Uma boa alimentação ainda pode melhorar a memória e a concentração, principalmente na velhice. Alimentos fontes de ômega 3, vitaminas do complexo B, colina, antocianina, triptofano, selênio, cálcio, entre outros, ajudam a prevenir a degeneração cognitiva, a perda de memória e casos de depressão.

  • alimentação e depressãoÔmega 3: potente anti-inflamatório, participa da formação e proteção de neurônios. Encontre ômega 3 em: peixes (de águas frias e profundas, como sardinha, atum, salmão), linhaça, canola, chia.
  • Vitaminas do complexo B: auxilia na regulação da transmissão de informações (sinapse) entre os neurônios. Encontre vitaminas do complexo B em: grãos, laticínios, sementes, carnes, frutas, castanhas, leguminosas… ou seja, cada vitamina B está presente em um determinado tipo de alimento. Varie!
  • Colina: contribui para a formação de neurônios. Possui, ainda, fosfolipídeos – o fósforo é um importante mineral para a memória e seu consumo durante a gravidez e aleitamento também influi de forma benéfica o desenvolvimento neural da criança. Encontre colina em: gema de ovo, fígado de galinha, vitela e de vaca, mostarda e cereais integrais.
  • Antocianina: antioxidante poderoso, combate os radicais livres responsáveis por causar danos celulares. Encontre antocianina em: alimentos de cor roxa e vermelha.
  • Triptofano: precursor da serotonina e melatonina. O primeiro é o neurotransmissor responsável por causar prazer e bem-estar, melhorando os sintomas da depressão. Já o segundo é um hormônio que ajuda a regular o sono (dormir bem é importantíssimo para o cérebro!). Encontre triptofano em: banana, carnes magras, peixes, iogurte natural, queijo branco, nozes, feijões e ovos.
  • Magnésio: aumenta a plasticidade entre as sinapses, além aumenta a densidade das sinapses no hipocampo, uma região do cérebro crucial para a aprendizagem e para a memória. Encontre magnésio em: sementes, frutos secos e leguminosas. Consuma aveia, arroz integral, tofu, milho, lentilhas e outros.
  • Selênio: responsável pela produção de enzimas antioxidantes. Encontre selênio em: castanha (principalmente a castanha-do-Brasil), frutos do mar, aves e carnes vermelhas, grãos de aveia e arroz integral.
  • Cálcio: mineral crucial para a produção e liberação de neurotransmissores, auxilia também na plasticidade cerebral, para um bom crescimento, aprendizagem e memória. Encontre cálcio em: leite, iogurte e queijos; sardinha enlatada; amêndoas; brócolis; couve.

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Texto: Dennia Trindade
Revisão: Ju Tolêdo

Bibliografia Consultada:

GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ. Secretaria da Saúde. (SPP/DVSAM – Saúde Mental) Definição de Saúde Mental.

CHRISTOFOLETTI et al. Aspectos físicos e mentais na qualidade de vida de pacientes com doença de Parkinson idiopática. Fisioterapia e Pesquisa, 2009.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE NEUROLOGIA. Academia Brasileira de Neurologia. Doença de Alzheimer.

PAVARINI et al. Cuidando de idosos com Alzheimer: a vivência de cuidadores familiares. Revista Eletrônica de Enfermagem, 2008.

NEWS MEDICAL. Estudo descobre um mecanismo que explica as anormalidades de cálcio no cérebro de Alzheimer.

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