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13.04.2017

O Colesterol Fabricado No Organismo Eleva As Taxas No Sangue: Verdade Ou Mentira?

Colesterol

As Doenças Cardiovasculares (DCV) constituem a maior causa de morte nos países desenvolvidos e também naqueles em desenvolvimento, onde seu crescimento significativo alerta para o profundo impacto nas classes menos favorecidas e para a necessidade de intervenções eficazes, de baixo custo e caráter preventivo. De um modo geral, a base fisiopatológica para esses eventos é a aterosclerose, processo que se desenvolve de maneira silenciosa, podendo os primeiros sinais ser fatais ou altamente limitantes. A aterosclerose é formada basicamente por placas de gordura que obstruem os vasos sanguíneos e os enfraquecem. E quando falamos em aterosclerose, lembramos do colesterol. Mas, será que o colesterol fabricado no organismo tem o poder de elevar as taxas no sangue e, com o tempo, desenvolver a aterosclerose? É o que veremos neste post!

Mas antes… o que é colesterol?

O colesterol é um lípide (gordura) biologicamente relevante, precursor dos hormônios sexuais, dos ácidos biliares e da vitamina D. Além disso, ele é constituinte das membranas celulares, atua na fluidez destas e na ativação de enzimas aí situadas.

Quando falamos em LDL e HDL você já lembra dele, não é mesmo? Porém, essas siglas não são significados diretamente de colesterol! Elas são lipoproteínas, ou seja, moléculas que combinam gorduras e proteínas. O motivo de o colesterol estar presente em nosso sangue sob a forma de lipoproteínas, é que, como ele é insolúvel no plasma, precisa estar associado a proteínas para que possa ser transportado. E aqui sim entram as nossas siglas ali de cima! Existem quatro grandes classes de lipoproteínas separadas em dois grupos:

  1. Ricas em triglicerídeos - maiores e menos densas, são representadas pelos quilomícrons, de origem intestinal (resultantes da digestão e absorção dos alimentos) e pelas lipoproteínas de densidade muito baixa ou very low density lipoprotein (VLDL), de origem hepática.
  2. Ricas em colesterol - incluindo as de densidade baixa ou low density lipoprotein (LDL) e as de densidade alta ou high density lipoprotein (HDL).

Aterosclerose

Popularmente conhecidas como “colesterol ruim” (LDL) e “colesterol bom“(HDL), essas lipoproteínas têm papéis fundamentais no transporte de colesterol. O LDL é chamado de “colesterol ruim”, pois transporta o colesterol do fígado para os tecidos e tem grande relação com o desenvolvimento da aterosclerose. Como já foi dito, esta molécula possui grandes quantidades de colesterol. Já o HDL é chamado de “colesterol bom”, pois transporta o colesterol dos tecidos periféricos para o fígado, o que é conhecido como transporte reverso do colesterol. Apesar de transportar colesterol, esta molécula é mais rica em proteínas. A HDL também tem outras ações que contribuem para a proteção do leito vascular contra a aterogênese, como a remoção de lípides oxidados da LDL, inibição da fixação de moléculas de adesão e monócitos ao endotélio (ação anti-inflamatória) e a estimulação da liberação de óxido nítrico (substância vasodilatadora).

Agora que você já sabe sobre as lipoproteínas, vamos voltar ao colesterol e responder a pergunta do post:

Ele tem duas origens:

  • endógena: produzido principalmente pelo fígado
  • exógena: adquirido através da ingestão de alimentos, principalmente de origem animal

 

Cerca de 80% do colesterol no nosso sangue vem do fígado, e ele é fundamental para a formação da bile e de hormônios. Já o excesso de colesterol sanguíneo é que representa problemas. Tudo bem que a resposta da colesterolemia é variável em animais e humanos, mas se você não oferecer matérias-primas, o fígado não vai produzir tanto. Daí a importância de cuidar da alimentação.

É importante enfatizar que o colesterol da dieta (encontrado em alimentos de origem animal, como carnes, vísceras, frutos do mar, gema de ovo e pele de aves), embora eleve as concentrações sanguíneas de LDL, possui menor efeito sobre a colesterolemia, quando comparado às gorduras saturadas e gorduras trans. Ou seja: o colesterol da dieta, em si, não é o vilão da história. Os vilões são a gordura trans, a gordura saturada e o total de gorduras da alimentação. Estas são as matérias-primas que vão estimular a produção excessiva de colesterol e levar ao aumento de colesterol sanguíneo, aumento do LDL circulante, diminuição do HDL e aumento das chances da formação de placas de ateroma na parede dos vasos sanguíneos e suas consequências clínicas: infarto do miocárdio e Acidente Vascular Cerebral (AVE).

Conclusão: o colesterol fabricado no organismo eleva as taxas no sangue, mas é possível reduzir sua produção através do controle alimentar.

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Texto: Anne Karoline Paiva
Revisão: Ju Tolêdo

Bibliografia Consultada:

RIQUE, A.B.R.; SOARES, E.A.; MEIRELLES, C.M. Nutrição e Exercício na Prevenção e Controle das Doenças Cardiovasculares. Revista Brasileira Medicina Esportes, v. 8, n. 6, 2002.

Sociedade Brasileira de Cardiologia – V Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose, 2013.

Sociedade Brasileira de Cardiologia – I Diretriz sobre o Consumo de Gorduras e Saúde Cardiovascular, 2013.

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