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Cálculo de Dietas x Recomendações Nutricionais: Como Acertar?

Calcular dieta é sempre um desafio para nós, Nutricionistas. Quando sobram proteínas, também sobram lipídeos… De um lado carboidrato está ótimo, mas do outro há fibras de menos… Realmente: calcular dieta e acertar as tais recomendações nutricionais é um exercício de paciência! Mas eu tenho certeza que esse post vai esclarecer o caminho para você!
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Em primeiro lugar, defina as recomendações que serão utilizadas 

Ao propor um plano alimentar, o Nutricionista precisa estar pautado em algumas recomendações dietéticas. É neste momento que se define os valores que devem ser alcançados no cálculo da dieta. Nós já falamos aqui no blog sobre a Diferença entre os Protocolos de Recomendação de Energia e Macronutrientes. Vale a pena dar uma passada neste post também. Uma vez definidos os valores de calorias e nutrientes que você irá prescrever, de acordo com o perfil do seu paciente e os objetivos a serem atingidos, é hora de escolher os alimentos a serem incluídos no cálculo.

É preciso conhecer a composição dos alimentos 

Você não precisa ser uma tabela de composição de alimentos ambulante, mas é necessário conhecer minimamente os nutrientes e as calorias existentes em cada alimento que você vai prescrever. Por exemplo: carnes são fontes de proteínas, mas também de lipídeos (mesmo as carnes magras). Se a sua dieta está hipoproteica, mas no limite em termos de lipídeos, seria interessante trabalhar outras fontes que não a carne, ou ainda, reduzir alimentos fontes de lipídeos para aumentar a quantidade de carne.

Com a minha prática profissional, ao criar as Planilhas Cookie, pesquisei muito sobre informações nutricionais e composições de alimentos, buscando sempre direto nas fontes. É de espantar como existem mitos sobre isso! Acredite: beterraba não é fonte de ferro e não ajuda no combate à anemia, laranja não é uma fruta mais calórica que as outras e é indicada em dietas de emagrecimento, torradas não são menos calóricas que pães (apesar de estimularem a mastigação mais que eles), diversos alimentos gostosos e baratos são fontes de fibras – porém negligenciados por muitos profissionais – e muitos industrializados “free” ou “zero” são lotados de lipídeos saturados, trans e carboidratos, para compensar consistência e sabores perdidos no processo de fabricação. Nutricionista, fique atento a isso na hora de indicar e prescrever!

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Aprenda sobre medidas caseiras e medidas em gramas 

Para acertar na dieta, quantidades de alimentos são fundamentais. É evidente que ingerir 1 colher de sopa de aveia e 1 maçã é diferente de ingerir 10 colheres de sopa e 4 maçãs! Além do volume de nutrientes em questão, proporcionar satisfação e saciedade ao seu paciente é importantíssimo. Nesse contexto, a anamnese é uma poderosa ferramenta para que você extraia ao máximo as informações que levarão a um cálculo de dieta realmente bem direcionado.

Outra questão: imagine um sanduíche feito com 1 fatia de pão integral e 5 colheres de sopa de frango desfiado e 1 tomate. O cálculo pode estar lindo, mas isso não vai, de fato, virar um sanduba. Exageros à parte, esse exemplo é para que entendamos que precisa haver harmonia e coerência na montagem das refeições. Faça testes em casa, estude medidas caseiras e, se preciso, tenha sua própria balança de alimentos.

As Planilhas Cookie trazem os cálculos por equivalentes ou grupos, o que facilita enormemente essa questão. Como são apenas 15 grupos de alimentos, que se abrem em mais de 900 opções de substituições para o paciente, o Nutricionista não precisa conhecer todas as medidas especificamente, apenas dos 15 grupos. Prático, não?

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Aposte nas proporções entre os nutrientes 

 Você já viu que a maioria das recomendações de macronutrientes estabelecem valores percentuais? Então fique esperto! 100% é sempre 100! Se você precisa reduzir carboidratos, por exemplo, de repente precisará mudar a quantidade de proteínas. Se você aumenta a proporção de proteínas, a porcentagem de carboidratos cai. Ou seja:

– 50% CHO – 20% PTN – 30% LIP = 100% VET

– 40% CHO – 30% PTN – 30% LIP = 100% VET

– 60% CHO – 15% PTN – 25% LIP = 100% VET

Entendeu?

Capriche no cardápio

 Essa última dica é o laço de ouro do material que você vai entregar para seu paciente. Ele vai ver o cardápio, e não o cálculo da dieta, certo? O cardápio é um relatório do cálculo, que precisa ser traduzido de maneira prática para seu paciente. Ali você poderá enfatizar os alimentos que deseja que ele consuma, especialmente no que se relaciona a micronutrientes e fitoquímicos. Aproveite para entregar orientações nutricionais que fortalecerão a ingestão de alimentos específicos e aumentarão as chances de sucesso do seu trabalho. Clique aqui e confira as 75 orientações nutricionais que disponibilizamos para Nutricionistas!

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Texto: Ju Tolêdo

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