Carrinho Vazio

Blog da Cookie

Sardinha ou Atum? “Isso ou Aquilo”

atum ou sardinha

Começando a nova série de posts aqui no #BlogDaCookie: “Isto ou Aquilo” vamos falar sobre dois peixes que confundem muito a cabeça da galera: atum e sardinha. Muitas pessoas dizem que os dois têm o mesmo gosto, ainda por cima vêm em latas e por isso dá pra confundir. Será?  NÃO! E nós vamos te explicar!

Atum e Sardinha são a mesma coisa?

atum 2

Atum

Não! O consumo dos dois enlatados pode até ser maior e isso gera uma certa confusão, mas atum e sardinha são dois peixes bem distintos um do outro. As duas espécies vêm do mar, porém suas diferenças já começam no tamanho do animal! O atum é um peixe muito maior que a sardinha, e também pode ser seu predador, ao passo que a sardinha se alimenta basicamente de plantas e algas marinhas. Já pensando por esse lado, o atum concentra em seu organismo muito mais produtos tóxicos por estar no topo da cadeia alimentar.

sardinha

Sardinha

Meu coração bate por você, ômega 3!

atum

Os ácidos graxos ômega 3 são gorduras essenciais para o organismo e pode prevenir inúmeras doenças. Dentre elas doenças cardiovasculares! Além disso, seu consumo está associado a ações anti-inflamatórias, na redução do colesterol ruim (LDL), na regeneração dos neurônios, no desenvolvimento cerebral e até no combate à epilepsia.

O ômega 3 está presente em boas quantidades em ambos os peixes, porém a quantidade destes ácidos graxos em filés é maior na sardinha! UAU! Boa fonte alimentar de ômega 3, a sardinha se torna ainda mais tentadora especialmente pelo preço acessível de comercialização aqui no Brasil. Quer coisa melhor? Economiza no bolso e exagera na saúde! Porém, caso você não compre a sardinha in natura e prefira pelo enlatado tenha em mente que este é um produto animal e estraga com muita facilidade, sendo assim, a indústria adiciona alguns aditivos que conservam mais o alimento. E esse aditivos não são tão legais com o seu organismo.

sardinha enlatada

Sardinha Enlatada

Leia o rótulo, saiba que todos os produtos enlatados vão ter quantidades altas de sódio em sua composição, pois este mineral ajuda na conservação do peixe. Então, não devo comer? Depende! Converse com seu nutricionista, especialmente se sua dieta for para problemas cardiovasculares, tratamentos estéticos, celulite, retenção hídrica…

Outra questão importante é que alguns peixes são ricos em ômega 3, porém contém quantidades consideráveis de mercúrio, que é neurotóxico! E um desses peixes é o atum, pois é predador de espécies menores, como a sardinha, por exemplo.

cadeia alimentar

Vamos a algumas comparações em números? Em 100g de atum e sardinha (conserva em óleo) temos:

___________________________________________________________________________________

Atum

Sardinha

Calorias

166kcal

285kcal

Proteína

26,2g

15,9g

Lipídios

6g

24g

Gorduras Saturadas

1,0g

4,1g

Monoinsaturadas

1,3g

5,5g

Poli-insaturadas

3,2g

11,9g

Cálcio

7mg

550mg

Fósforo

211mg

496mg

Sódio

362mg

666mg

Potássio

280mg

367mg

Fonte: TACO

___________________________________________________________________________________

Alguns desses valores podem mudar dependendo da marca no produto analisado. Mas, se bem observarmos, mesmo com valores mais altos de calorias e lipídios, a sardinha é boa fonte de cálcio, fósforo e potássio.

Enlatado ou não enlatado, eis a questão!

atum enlatado

Atum Enlatado

A recomendação de consumo de peixes, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, é de 2 porções de aproximadamente 75g de peixe por semana. É claro que consumir o peixe in natura traz benefícios muito maiores ao corpo, mas caso não seja possível, as versões enlatadas podem ser boas alternativas. Você pode escolher as versões enlatadas em óleo, em azeite, em água e em até em molho de tomate. Basta ter em mente que ler o rótulo é essencial para saber quais são as marcas que vão agredir menos sua saúde e te beneficiar com os nutrientes presentes nos peixes.

Quer um bom conselho? Evite os produtos que contém glutamato monossódico! Este aditivo, além de ter mais sódio, pode alterar o metabolismo da fome e da saciedade, aumentando o seu apetite.

peixe enlatado

Conclusão: Lembre-se que nenhum alimento pode ser considerado “ruim”, existem aqueles que tem maiores quantidades de nutrientes em detrimento das quantidades de aditivos industriais e de anti-nutrientes. O equilíbrio na alimentação ainda é o segredo de tudo! Procure seu nutricionista! Adeque cada alimento em sua rotina e estilo de vida!  Sua saúde agradece!

Gostou do post?

Então compartilhe nosso post em suas redes sociais! Compartilhe nosso Blog com seus amigos!

 

Siga cookie no instagram

Texto: Ju Tolêdo

Bibliografia Consultada:

ANDRADE, P.F. Avaliação do prazo de vida comercial do atum (Thunnus atlanticus) armazenado sob refrigeração. 2006. 97 f. Monografia (Pós-graduação em Medicina Veterinária) – Faculdade de Veterinária, Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2006.

CYSNEIROS, R.M.; TERRA, V.C.; MACHADO, H.R.; ARIDA, R.M.; ALBUQUERQUE, M.; SCORZA, C.A.; CAVALHEIRO, E.A.; SCORZA, F.A. Epilepsy and sudden unexpected death in epilepsy? Eat more fish! A group hypothesis. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, v. 67, n. 3, p. 927-929, 2009.

LOIKO, M.R. Avaliação físico-química e perfil lipídico de Sardinha (Sardinella brasiliensis) e Atum (Thunnus tynnus) em óleo e molho com tomate. 2011. 38 f. Monografia (Especialização em Produção, Tecnologia e Higiene de Alimentos de Origem Animal), Faculdade de Veterinária, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2011.

NEPA – Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação. Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TACO). 4ª ed. Campinas: NEPA – UNICAMP, 2011. 161 p.

PEIXOTO, S. Atum: natural, com molho de tomate ou ao óleo. Qual é o melhor? Site Fechando o Zíper.

OLIVEIRA, J.M. O peixe e a saúde: das recomendações para o consumo às possibilidades ambientais de atendê-lo. Segurança Alimentar e Nutricional, Campinas, v. 20, p. 141-146, 2013.

VISENTAINER, J.V.; CARVALHO, P.O.; IKEGAKI, M.; PARK, Y.K. Concentração de ácido eicosapentaenóico (EPA) e ácido docosahexaenóico (DHA) em peixes marinhos da costa brasileira. Ciência e Tecnologia dos Alimentos, Campinas, v. 20, n.1, 2000.

Deixe o seu comentário

Carrinho Vazio